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Arquivo : Rogério Ceni

Zé Roberto, Verón e os mais velhos a jogar na Libertadores
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Rodolfo Rodrigues

O volante Juan Sebestián Verón voltou a jogar ontem, pelo Estudiantes (na derrota para o Barcelona-EQU, em casa (0 x 2)), e se tornou o argentino mais velho a entrar em campo numa partida da Copa Libertadores – 42 anos, 1 mês e 3 dias.

Hoje, o lateral-esquerdo Zé Roberto, do Palmeiras, entrará em campo para enfrentar o Peñarol-URU com 42 anos, 9 meses e 6 dias. Brasileiro mais velho a jogar na história da Copa Libertadores, Zé Roberto está próximo de superar a marca do goleiro colombiano Mondragón, o segundo mais velho a entrar em campo na Libertadores. Em 2014, defendendo o Deportivo Cali-COL, Mondragón fez sua última partida com 42 anos, 9 meses e 19 dias. O goleiro colombiano, no mesmo ano, se tornou o jogador mais velho a jogar uma partida na história da Copa do Mundo.

Zé Roberto, caso volte a jogar contra o Peñarol-URU, em Montevidéu, no dia 26 de abril, irá superar a marca de Mondragón na Libertadores por um dia. Assim, poderá se tornar o segundo mais velho, atrás apenas do peruano Vicente Villanueva (José Vicente Villanueva Vergara), que em 1968, pelo Sporting Cristal-PER, jogou uma partida da Libertadores com 43 anos e 10 meses. Para quebrar esse recorde, Zé Roberto precisará jogar mais uma edição da Libertadores e pelo menos até o mês de junho de 2018. Difícil, mas não improvável.

Entre os brasileiros, depois de Zé Roberto, o goleiro Rogério Ceni é o segundo mais velho. Em 2015, ele defendeu o São Paulo com 42 anos, 3 meses e 22 dias.

Jogadores mais velhos a entrar em campo na história da Copa Libertadores (1960-2017):
1º – Vicente Villanueva (43 anos e 10 meses)
Atacante, peruano, do Sporting Cristal-PER. Nasceu dia 10/6/1924
Peñarol-URU 1 x 1 Sporting Cristal-PER (10/4/1968)

2º – Faryd Mondragón (42 anos, 9 meses e 19 dias)
Goleiro, colombiano, do Deportivo Cali-COL. Nasceu dia 21/6/1971
Cerro Porteño-PAR 3 x 2 Deportivo Cali-COL (9/4/2014)

3º – Zé Roberto (42 anos, 8 meses e 3 dias)
Lateral-esquerdo, brasileiro, do Palmeiras. Nasceu dia 6/7/1974
Atlético Tucumán-ARG 1 x 1 Palmeiras (9/3/2017)
Palmeiras x Peñarol-URU (12/4/2017) – Se jogar, terá 42 anos, 9 meses e 6 dias
Peñarol-URU  x Palmeiras (26/4/2017) – Se jogar, terá 42 anos, 9 meses e 20 dias

4º – Rogério Ceni (42 anos, 3 meses e 22 dias)
Goleiro, brasileiro, do São Paulo. Nasceu dia 22/1/1973
Cruzeiro 1 x 0 São Paulo (14/5/2015)

5º – Éver Almeida (42 anos, 3 meses e 9 dias)
Goleiro, uruguaio, naturalizado paraguaio, do Olimpia-PAR. Nasceu dia 1/7/1948
Barcelona-EQU 1 x 1 Olimpia-PAR (10/10/1990)

6º – Juan Sebastián Verón (42 anos, 1 mês e 3 dias)
Volante, argentino, do Estudiantes-ARG. Nasceu dia 9/3/1975
Estudiantes-ARG 0 x 2 Barcelona-EQU (11/4/2017)

7º – Hugo Gatti (41 anos, 11 meses e 19 dias)
Goleiro, argentino, do Boca Juniors-ARG. Nasceu dia 19/8/1944
Boca Juniors-ARG 3 x 2 Montevideo Wanderers-URU (7/8/1986)

8º – Oscar Aguirregaray (41 anos, 7 meses e 7 dias)
Zagueiro, uruguaio, do Peñarol-URU. Nasceu dia 25/9/1959
Peñarol-URU 1 x 3 Vasco (2/5/2001)

9º – Raul Ramon Navarro (41 anos, 2 meses e 5 dias)
Goleiro, argentina, do Tolima-COL. Nasceu dia 22/2/1942
Tolima-COL 1 x 1 Universitario-PER (27/3/1983)

10º – Francisco Ruíz (41 anos, 2 meses e 5 dias)
Goleiro, argentina, do San José-BOL. Nasceu dia 26/2/1951
Criciúma 5 x 0 San José-BOL (11/4/1992)


São Paulo: sequência de gols sofridos é a maior desde 2010
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Rodolfo Rodrigues

Pior defesa do Campeonato Paulista com 18 gols sofridos, o São Paulo, do técnico Rogério Ceni, vem sofrendo para acertar seu sistema defensivo. Hoje, em casa, diante do Ituano, o Tricolor empatou em 1 x 1 e sofreu gol pelo 11º jogo consecutivo, contando também as partidas da Copa do Brasil. Desde 2010, quando sofreu gols em 12 jogos seguidos, o São Paulo não tinha uma sequência tão grande de partidas levando gols. Em 2012 e em 2016, o time chegou a ter uma sequência de 9 jogos sofrendo gols.

Em 2017, nos jogos oficiais, o São Paulo disputou 13 partidas e levou 22 gols (média de 1,69 por partida). No Paulistão, foram 18 gols sofridos em 9 jogos (2 por jogo). E dos 13 jogos que fez no ano, não levou gol apenas em um jogo, contra o Moto Club, na 1ª fase da Copa do Brasil (1 x 0). Nos outros 12 jogos, tomou 1 gol em 5 jogos, 2 gols em 6 jogos, 3 em 1 jogo e 4 gols em 1 jogo.

Hoje, diante do Ituano, o técnico Rogério Ceni colocou o time com uma defesa reserva e deu chance ao goleiro Renan Ribeiro, que fez a primeira partida como titular na temporada – e levou um gol. Denis, em 5 jogos, sofreu 7 gols. Já Sidão, o que mais jogou, fez 7 partidas e levou 14 gols.

Sequência de jogos do São Paulo levando gols em 2017:
12/2 – São Paulo 5 x 2 Ponte Preta (Paulista) – casa
15/2 – São Paulo 3 x 1 Santos (Paulista) – fora
18/2 – São Paulo 2 x 2 Mirassol (Paulista) – casa
21/2 – São Paulo 3 x 2 São Bento (Paulista) – casa
25/2 – São Paulo 2 x 2 Novorizontino (Paulista) – fora
1/3 – São Paulo 4 x 2 PSTC-PR (Copa do Brasil) – fora
5/3 – São Paulo 4 x 1 Santo André (Paulista) – casa
8/3 – São Paulo 3 x 1 ABC (Copa do Brasil) – casa
11/3 – São Paulo 0 x 3 Palmeiras (Paulista) – fora
15/3 – São Paulo 1 x 1 ABC (Copa do Brasil) – fora
18/3 – São Paulo 1 x 1 Ituano (Paulista) – casa

Em sua história, desde 1935, o recorde de jogos oficiais consecutivos do São Paulo levando gols é 19 partidas. A primeira delas em 1940 e a segunda em 1965. Em 1941, o time levou gols também em 18 jogos seguidos. E em 1942 e 1954, sofreu gols em 17 jogos seguidos. Contando partidas amistosas, o recorde de jogos do São Paulo levando gols é de 27 partidas, em 1961. Já em 1940, o time ficou 26 partidas seguidas levando gols.


São Paulo de Ceni: melhor ataque desde 1997; pior defesa desde 2000
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Rodolfo Rodrigues

Foram apenas oito jogos oficiais de competição no comando da equipe, mas o técnico Rogério Ceni vem apresentando números poucos vistos nos últimos anos. Tanto do lado positivo, quanto do lado negativo. Com um ótimo ataque, o Tricolor marcou até agora 22 gols em 8 jogos (média de 2,75 por partida). Para se ter uma ideia, o Corinthians, nos mesmos 8 jogos no ano, marcou apenas 8 gols. O Palmeiras, em 6 jogos, fez 11 gols (1,83 por partida) e o Santos, em também em 6 jogos, marcou 12 gols (2 por jogo). No Paulistão, em 6 jogos, o São Paulo marcou 17 gols e tem o melhor ataque com 4 gols a mais do que o Mirassol.

No São Paulo, essa é primeira vez que o time de um técnico estreante marca 22 gols nos oito primeiros jogos oficiais desde Darío Pereyra, em 1997. Naquele ano, a equipe comandada pelo uruguaio fez 24 gols em oito jogos. Na história do Tricolor, o recorde de gols de um técnico estreante nesse mesmo período (8 jogos), é de Clodô (Clodoaldo Caldeira), em 1933, com 36 gols – média de 4,50 por jogo. Mas desde 1935, quando o clube mudou o nome para São Paulo Futebol Clube, essa é apenas a 5ª vez que um técnico estreante tem um time com tantos gols marcados em 8 jogos. Além de Darío Pereyra, em 1997, Conrado Ross, em 1942, também viu sua equipe marcar 27 gols. Com Joreca, em 1943, foram 24 gols, e com Jim Lopes, em 1953, foram 23 gols.

Por outro lado, o São Paulo dirigido por Rogério Ceni tem uma das piores defesas para o período de 8 jogos de um treinador estreante. Até aqui, o time do ex-goleiro sofreu 15 gols em 8 jogos, média de 1,88 por partida. Desde 2000, com Levir Culpi, o time não sofria tantos gols. Naquele ano, foram 17 gols sofridos em 8 jogos (média de 2,13 por jogo). A segunda pior em 8 jogos, atrás apenas do time comandada por Leônidas da Silva, em 1951, que levou 20 gols em 8 jogos (média 2,50 por jogo). Coincidentemente, o São Paulo de Ceni levou o mesmo número de gols (15) do São Paulo de Muricy Ramalho, em sua estreia pelo clube em 1996.

Em 2017, nos oito jogos disputados, o São Paulo só não levou gol em uma partida (contra o Moto Club-MA, na estreia da Copa do Brasil). Nos últimos quatro jogos, foram 8 gols sofridos (contra Mirassol, São Bento, Novorizontino e PSTC-PR). No Paulistão, o Tricolor tem a segunda pior defesa com 13 gols sofridos em 6 jogos, atrás apenas da Linense, que levou 15 gols. No ano, o São Paulo já levou o mesmo números de gols do que os três rivais. (15). O Santos sofreu 8 gols, Corinthians 4 e Palmeiras 3.

Jogos oficiais do São Paulo em 2017, sob o comando de Rogério Ceni
5/2 – Audax 4 x 2 São Paulo (Paulistão)
9/2 – Moto Club-MA 0 x 1 São Paulo (Copa do Brasil)
12/2 – São Paulo 5 x 2 Ponte Preta (Paulistão)
15/2 – Santos 1 x 3 São Paulo (Paulistão)
18/2 – São Paulo 2 x 2 Mirassol (Paulistão)
21/2 – São Bento 2 x 3 São Paulo (Paulistão)
25/2 – Novorizontino 2 x 2 São Paulo (Paulistão)
1/3 – PSTC-PR 2 x 4 São Paulo (Copa do Brasil)

Técnicos estreantes com mais gols marcados nos 8 primeiros jogos oficiais pelo São Paulo:

TREINADORANOVEDGMGS
Clodoaldo Caldeira (Clodô)19335123614
Rubens Salles1931710356
Eugenio Medgyessy (Marinetti)1932710285
Darío Pereyra19975212711
Conrado Ross19424312711
Ramón Platero1930620274
Joreca1943620248
Jim Lopes1953710234
Rogério Ceni20175212215
Flávio Costa19603412011


Técnicos estreantes com mais gols sofridos nos 8 primeiros jogos oficiais pelo São Paulo:

TREINADORANOVEDGMGS
Leônidas da Silva19511251220
Levir Culpi20004041417
Oto Vieira19642241116
Armando del Debbio1936206716
Rogério Ceni20175212215
José Poy19643231515
Muricy Ramalho19962331215
Clodoaldo Caldeira (Clodô)19335123614
Ignác Amsel19393051114
Adílson Batista20113321513


Técnicos estreantes com melhor aproveitamento de pontos nos 8 primeiros jogos oficiais pelo São Paulo:

TREINADORANOAprov (%)VEDGMGS
Rubens Salles193191,7710356
Eugenio Medgyessy (Marinetti)193291,7710285
Jim Lopes195391,7710234
Pepe198691,7710205
Cuca200491,7710185
Roberto Rojas200391,7710143
Ramón Platero193083,3620274
Joreca194383,3620248
Cláudio Cardoso196179,2611198
Paulo Autuori200579,2611185
Paulo César Carpegiani199979,2611156
Darío Pereyra199770,85212711
Rogério Ceni201770,85212215
Carlos Alberto Parreira199670,85211510
Clodoaldo Caldeira (Clodô)193366,75123614
Armando Renganeschi195866,7512198
Rubens Minelli197766,75121810
Formiga198166,7512146
Alfredo Ramos197266,7440145
Telê Santana197366,7512138
Conrado Ross194262,54312711
Oswaldo de Oliveira200262,54311710
Pablo Forlán199062,5431166
Mário Travaglini198362,5431149
Oswaldo Alvarez200158,34221512
Osvaldo Brandão196258,34221511
Ricardo Gomes200958,34221211
Juan Carlos Osorio201558,3422118
Edgardo Bauza201658,3422105
Flávio Costa196054,23412011
Carlos Alberto Silva198054,2341149
Ney Franco201254,2413149
Emerson Leão200454,2341145
Cilinho198454,2341116
Adílson Batista201150,03321513
Levir Culpi200050,04041417
Vicente Feola193750,040477
José Poy196445,83231515
Nelsinho Baptista199845,83231512
Béla Guttman195745,83231310
Mário Juliato197945,825155
Vail Mota197241,724275
Muricy Ramalho199637,52331215
Ignác Amsel193937,53051114
Oto Vieira196433,32241116
Mário Sergio199829,22151212
Sylvio Pirillo196729,21431110
Diede Lameiro196829,214379
Zezé Moreira197025,0062813
Armando del Debbio193625,0206716
Leônidas da Silva195120,81251220

 

Fonte: Michael Serra/São Paulo Futebol Clube


Carille tem melhor desempenho entre técnicos estreantes em 2017
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Rodolfo Rodrigues

Ex-auxiliar do técnico Tite, Fábio Carille, técnico efetivado no Corinthians desde o início do ano, tem até aqui o melhor desempenho entre os treinadores estreantes das equipes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O técnico corintiano, em dez jogos na temporada, conseguiu oito vitórias, um empate e sofreu apenas uma derrota. Seu aproveitamento de 83,3% supera o de Abel Braga, do Fluminense, que conquistou 81,5% dos pontos nesse início de temporada.

Fábio Carille, com as vitórias recentes sobre Novorizontino, Palmeiras e Mirassol, levou o Corinthians a ser o time de melhor campanha geral também no Paulistão, com 15 pontos em seis jogos, à frente do Mirassol (13), Palmeiras (12), São Paulo e Ponte Preta (11) e Santos (10).

Outro destaque do time dirigido por Carille até aqui é o seu setor defensivo. Em dez partidas, o Corinthians sofreu apenas cinco gols (dois só na última partida, na vitória por 3 x 2 sobre o Mirassol). A média de 0,5 gol sofrido por partida é a menor também entre as equipes que estrearam treinadores em 2017, superando o Fluminense (0,56) e o Palmeiras (0,75).

Aproveitamento dos técnicos estreantes em 2017*

TécnicoClubeJVEDGPGCaprov. %
Fábio CarilleCorinthians1081113583,3
Abel BragaFluminense971122581,5
Roger MachadoAtlético-MG9702181577,8
Antônio CarlosInter1063118970,0
Cristóvão BorgesVasco10604121260,0
Rogério CeniSão Paulo9441181359,3
Eduardo BaptistaPalmeiras842214658,3
Vágner ManciniChapecoense11443131248,5

 

* Contando jogos oficiais e amistosos e com o Internacional, que está na Série B


Sem Rogério Ceni, aproveitamento do São Paulo desaba
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Rodolfo Rodrigues

O São Paulo perdeu sete jogadores desde o início do Brasileirão (Dória, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Denilson, Souza, Boschilia e Jonathan Cafu), mas como sempre a ausência de Rogério Ceni no time parece ser fundamental para o desempenho da equipe. Fora do time nas últimas três partidas por conta de uma lesão no músculo adutor da coxa direita, Rogério viu de longe apenas o São Paulo ser derrotado nos três jogos (0 x 3 para o Goiás e 1 x 2 para o Ceará, em casa, e 1 x 2 para o Flamengo, no último domingo).

Em 2015, com Rogério Ceni, aos 42 anos, o São Paulo disputou 42 jogos (24 vitórias, 5 empates e 13 derrotas), ficando com um aproveitamento de 61,1% dos pontos. Sem o seu maior ídolo, o tricolor paulista fez 6 partidas (2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas), e conquistou 38,9% dos pontos.

Atuando no São Paulo desde 1993, Ceni está em sua 23ª temporada pelo clube. Em 1226 jogos, o aproveitamento geral com ele em campo foi de 59,9%. Sem o goleiro, em 477 partidas no período, o clube conquistou 56,3% dos pontos. Das 23 temporadas, em 17 o São Paulo teve um aproveitamento melhor com Rogério em campo. Apenas em 1993, 1994, 2001, 2004, 2008 e 2013 o time conquistou um aproveitamento melhor com a ausência de Ceni.

Aproveitamento do São Paulo com e sem Rogério Ceni por temporada:
1993 – 50% / 59,2%
1994 –
45,8% / 58,3%
1995 –
68,2% / 50%
1996 –
83,3% / 57,7%
1997 –
53,5% / 29,2%
1998 –
52,3% / 0%
1999 –
66,1% / 55,6%
2000 –
62,7% / 33,3%
2001 –
54,8% / 66,7%
2002 –
60,8% / 50%
2003 –
63,2% / 44,3%
2004 –
62,4% / 83,3%
2005 –
59,7% / 50%
2006 –
68,4% / 62,5%
2007 –
68,1% / 51,5%
2008 –
63,7% / 66,7%
2009 –
59,8% / 57,6%
2010 –
54,3% / 33,3%
2011 –
60,3% / 16,7%
2012 – 61,8% / 66,7%
2013 – 46,7% / 56,4%
2014 – 62,5% / 40%
2015 – 61,1% / 38,9%

Fonte: Michael Serra (historiador do São Paulo FC)


Marcos é o goleiro que mais pegou pênaltis em Libertadores
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Rodolfo Rodrigues

Nessa semana, Cruzeiro e São Paulo fizeram a única disputa por pênaltis dessa edição da Copa Libertadores. No duelo entre os goleiros Fábio e Rogério Ceni, quem levou a melhor foi o cruzeirense, que defendeu duas cobranças e ainda viu Souza bater para fora sua cobrança. Rogério Ceni defendeu duas cobranças também em sua quarta disputa por pênaltis em Libertadores e a primeira perdida.

Até hoje, Ceni é um dos goleiros com mais pênaltis defendidos na história da competição sul-americana, com sete intervenções. Porém, o goleiro que mais pegou cobranças é Marcos, com incríveis 11 defesas. O ex-palmeirense é também o goleiro que mais participou de disputa por pênaltis na história da Libertadores (9) e também o que mais ganhou (7). O segundo goleiro com mais defesas é o uruguaio Ever Hugo Almeida, que pegou 9 pênaltis. Ex-goleiro do Olimpia-PAR, Almeida é o jogador com mais partidas na história da Libertadores.

Atrás de Marcos e Almeida, aparece com 8 defesas o goleiro colombiano Higuita. Higuita, ex-Atlético Nacional-COL tem o recorde de pegar 4 pênaltis em uma só decisão, contra o Olimpia-PAR, na final de 1989, ao lado do argentino Burtovoy, do Colón-ARG, que também pegou 4 pênaltis nas oitavas de 1998, também contra o Olimpia-PAR. Já o equatoriano Cevallos destacou-se na final de 2008, quando pegou 3 pênaltis e calou o Maracanã na final contra o Fluminense. Ele tem 7 defesas no total.

Até hoje, desde 1960, foram realizadas 88 disputas por pênaltis em Libertadores. Palmeiras, Boca Juniors-ARG e Olimpia-PAR são os recordistas com 9 disputas, sendo que o clube brasileiro é o maior vencedor, com 7 vitórias. Suas únicas derrotas foram para o Boca Juniors-ARG, na final de 2000 e na semifinal de 2001. O Boca, de suas nove disputas, ganhou 6. Já o Olimpia ganhou 4 e perdeu 5.

Confira a lista dos goleiros com mais defesas em disputas por pênaltis em Libertadores

11 defesas
Marcos (Palmeiras) – 9 disputas (7v, 2d)

9 defesas
Ever H. Almeida (Olimpia-PAR) – 4 disputas (3v, 1d)

8 defesas
Higuita (Atlético Nacional-COL) – 3 disputas (2v, 1d)

7 defesas

Cevallos (Barcelona e LDU Quito-EQU) – 3 disputas (3v)
Rogério Ceni (São Paulo) – 4 disputas (3v, 1d)

5 defesas
Alvez (Peñarol-URU) – 2 disputas (1v, 1d)
Córdoba (Boca Juniors-ARG) – 3 disputas (3v)
Abbondanzieri (Boca Juniors-ARG) – 3 disputas (2v, 1d)

4 defesas
Scopponi (Newell’s-ARG) – 3 disputas (2v, 1d)
Morales (Barcelona-EQU) – 3 disputas (3v)
Chilavert (Vélez Sarsfield-ARG) – 4 disputas (3v, 1d)
Burtovoy (Colón-ARG) – 1 disputa (1v)

3 defesas
Dida (Cruzeiro e Corinthians) – 4 disputas (3v, 1d)
González (Racing-ARG) – 2 disputas (2v)
Flores (Peñarol-URU) – 1 disputa (1v)
Tavarelli (Olimpia-PAR) – 3 disputas (2v, 1d)
Tombolini (Rosario Central-ARG) – 1 disputa (1v)
Fábio Costa (Santos) – 1 disputa (1v)
Henao (Once Caldas-COL) – 2 disputas (2 v)


Em 20 disputas por pênaltis Ceni ganhou 12, mas perdeu últimas quatro
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Rodolfo Rodrigues

O São Paulo foi eliminado ontem, pelo Cruzeiro, nas oitavas de final da Copa Libertadores após a disputa por pênaltis. Depois de perder no tempo regulamentar (1 x 0, gol de Leandro Damião), o tricolor caiu nos pênaltis por 4 x 3. Rogério Ceni, que defendeu duas cobranças e ainda fez um gol, fez sua última partida pela competição sul-americana, a de número 90 em sua carreira – é o quinto jogador com mais partidas na história do torneio.

O goleiro de 42 anos, que tem contrato com o São Paulo até agosto e está prestes a anunciar sua aposentadoria, participou ontem de sua 20ª disputa por pênaltis na carreira, desde 1993. Destas, venceu 12 e perdeu oito, sendo as últimas quatro seguidas  – Corinthians (Paulista de 2013), Penapolense (Paulista de 2014), Atlético Nacional-COL (Sul-Americana 2014) e Cruzeiro (Libertadores 2015).

Nessas 20 disputas, Ceni bateu 14 cobranças e errou apenas duas. E dos 69 pênaltis cobrados contra ele, defendeu 18 e sofreu 45 gols – dois foram na trave e quatro para fora.

Disputas por pênaltis de Rogério Ceni

1993 – Troféu Santiago de Compostela-ESP
27/06 – São Paulo 2 x 2 River Plate-ARG
Nos pênaltis: 4 x 3 (Ceni defendeu o pênalti de Conti)

1993 – Troféu Colombino-ESP
21/08 – São Paulo 1 x 1 Sampdoria-ITA
Nos pênaltis: 3 x 4 (Plat, da Sampdoria, bateu para fora)

1994 – Taça da Solidariedade-SP
11/06 – São Paulo 0 x 0 Corinthians
Nos pênaltis: 1 x 4

1994 – Copa Conmebol (oitavas)
10/11 – São Paulo 0 x 0 Grêmio
Nos pênaltis: 6 x 5 (Ceni fez um gol e defendeu um pênalti de Luís Carlos; Agnaldo, do Grêmio, chutou para fora)

1994 – Copa Conmebol (semifinal)
9/12 – São Paulo 2 x 3 Corinthians
Nos pênaltis: 5 x 4 (Ceni fez um gol e defendeu dois pênaltis (Gralak e Leandro Silva))

1997 – Rio-São Paulo (quartas)
23/01 – São Paulo 1 x 1 Fluminense
Nos pênaltis: 5 x 4 (Ceni defendeu o pênalti de Bruno Reis)

1998 – Rio-São Paulo (quartas)
25/02 – São Paulo 1 x 0 Palmeiras
Nos pênaltis: 3 x 2 (Ceni perdeu um pênalti e defendeu o pênalti de Rogério; Júnior bateu na trava e Galeano para fora)

2001 – Camp. Paulista (1ª fase)
10/02 – São Paulo 2 x 2 Inter de Limeira
Nos pênaltis: 3 x 2 (Ceni defendeu o pênalti de Luizinho Netto)

2001 – Rio-São Paulo (semifinal)
21/02 – São Paulo 1 x 2 Fluminense
Nos pênaltis: 7 x 6 (Ceni fez um gol e defendeu o pênalti de Jorginho)

2001 – Camp. Paulista (1ª fase)
17/03 – São Paulo 4 x 4 Portuguesa Santista
Nos pênaltis: 3 x 2 (Tico Mineiro bateu para fora)

2003 – Copa Sul-Americana (semifinal)
03/12 – São Paulo 2 x 0 River Plate-ARG
Nos pênaltis: 2 x 4 (Ceni fez um gol)

2004 – Copa Libertadores (oitavas)
12/05 – São Paulo 2 x 1 Rosario Central-ARG
Nos pênaltis: 5 x 4 (Ceni fez um gol e defendeu dois pênaltis (Gaona e Irace))

2004 – Copa Sul-Americana (1ª fase)
22/09 – São Paulo 1 x 1 São Caetano
Nos pênaltis: 4 x 1 (Ceni fez um gol e defendeu o pênalti de Thiago)

2006 – Copa Libertadores (quartas)
19/07 – São Paulo 1 x 0 Estudiantes-ARG
Nos pênaltis: 4 x 3 (Ceni fez um gol e defendeu o pênalti de Alayes)

2008 – Copa Sul-Americana (1ª fase)
27/08 – São Paulo 0 x 0 Atlético-PR
Nos pênaltis: 3 x 4 (Ceni fez um gol)

2010 – Copa Libertadores (oitavas)
27/08 – São Paulo 0 x 0 Universitario-PER
Nos pênaltis: 3 x 1 (Ceni perdeu um pênalti e defendeu dois pênaltis (Alva e Galván))

2013 – Camp. Paulista (semifinal)
05/05 – São Paulo 0 x 0 Corinthians
Nos pênaltis: 3 x 4 (Ceni fez um gol)

2014 – Camp. Paulista (semifinal)
26/03 – São Paulo 0 x 0 Penapolense
Nos pênaltis: 4 x 5 (Ceni fez um gol)

2014 – Copa Sul-Americana (semifinal)
26/11 – São Paulo 1 x 0 Atlético Nacional-COL
Nos pênaltis: 1 x 4 (Ceni fez um gol)

2015 – Copa Libertadores (quartas)
13/05 – São Paulo 0 x 1 Cruzeiro
Nos pênaltis: 3 x 4 (Ceni fez um gol e defendeu dois pênaltis (Leandro Damião e Manoel))


Rogério Ceni já é o 5º com mais jogos em Libertadores
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Rodolfo Rodrigues

Rogério Ceni viveu uma noite crucial, ontem, no Morumbi. Uma derrota ou até um empate poderia decretar seu último jogo em Libertadores, sua competição favorita. Mas o São Paulo bateu o Corinthians por 2 x 0 e o goleiro segue com o time em busca de mais um título e mais recordes em sua carreira.

Ontem, no clássico, Rogério completou 88 jogos na história da Libertadores. Além de ser o brasileiro com mais partidas disputadas na competição sul-americana, Ceni é agora o quinto jogador com mais jogos em todos os tempos do torneio, desde 1960. Goleiro com mais gols em todas as Libertadores (14 gols), igualou agora a marca do lendário uruguaio Pedro Rocha, que também realizou 88 partidas em Libertadores por Peñarol-URU, São Paulo e Palmeiras.

Se conseguir chegar à final da Libertadores desse ano, Ceni, aos 42 anos, poderá se tornar o segundo jogador com mais partidas pela competição na história. Ficará atrás apenas de outro goleiro, o uruguaio Ever Hugo Almeida, que fez 113 jogos pelo Olimpia-PAR entre 1973 e 1990. Ever Almeida disputou 16 Libertadores, um recorde até hoje, e foi campeão em 1979 e 1990. Já Rogério Ceni participou de nove Libertadores, recorde entre os jogadores brasileiros. O meia Danilo, ex-São Paulo e hoje no Corinthians, tem oito edições disputadas e 76 jogos, sendo hoje o mais próximo entre os brasileiros das marcas de Ceni.

Lista dos jogadores com mais partidas disputadas em Libertadores (1960-2015):
1º – Ever Hugo Almeida (goleiro, uruguaio) – 113 jogos entre 1973 e 1990
2º – Anthony de Ávila (atacante, colombiano) – 94 jogos entre 1983 e 1998
3º – Vladimir Soría (zagueiro, boliviano) – 93 jogos entre 1986 e 2000
4º – Willington José Ortiz (atacante, colombiano) – 92 jogos entre 1973 e 1988
5º – Pedro Rocha (atacante, uruguaio) – 88 jogos entre 1962 e 1979
– Rogério Ceni (goleiro, brasileiro) – 88 jogos entre 2004 e 2015
7º – Alberto Spencer (atacante, equatoriano) – 87 jogos entre 1960 e 1972
– Carlos Borja (volante, boliviano) – 87 jogos entre 1979 e 19979º – Juan Battaglia (meia, paraguaio) – 85 jogos entre 1978 e 1990
– Sergio Aquino (volante, argentino) – 85 jogos entre 2001 e 2015
11º – Pedro Sarabia (zagueiro, paraguaio) – 84 jogos entre 1996 e 2012
12º Alexander Escobar (atacante, colombiano) – 83 jogos entre 1985 e 2000
– Vladimir Soría (volante, boliviano), 83 jogos entre 1988 e 2000
14º – Clemente Rodríguez (lateral-esquerdo, argentino), 83 jogos entre 2001 e 2013
15º – Luis Cubilla (atacante, uruguaio) – 81 jogos entre 1960 e 1974
16º – Jorge Sote (meia, peruano) – 80 jogos entre 1993 e 2007
17º – Arce (lateral-direit1994a 9015o, paraguaio) – 79 jogos entre 1992 e 2004
18º – Roberto Matosas (atacante, uruguaio) – 78 jogos entre 1961 e 1973
19º – Fernando Morena (atacante, uruguaio) – 77 jogos 1973 e 1986
– Néstor Goncálvez (volante, uruguaio) – 77 jogos 1960 e 1970
– Luis Capurro (zagueiro, equatoriano) – 77 jogos entre 1988 e 2000
– Gustavo Sotelo (mieia, paraguaio) – 77 jogos entre 1988 e 1999
– Luis Capurro (zagueiro, equatoriano) – 77 jogos entre 1988 e 2000
24º- Julio Cesar Morales (atacante, uruguaio) – 76 jogos entre 1966 e 1981
– Julio Cesar Falcioni (goleiro, argentino) – 76 jogos, entre 1980 e 1988
– Mario Lepe (volante, chileno) – 76 jogos entre 1984 e 2000
– Danilo (meia, brasileiro) – 76 jogos entre 2004 e 2015


Ceni supera Marcelinho em gols de falta por um só clube
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Rodolfo Rodrigues

Depois de 5 meses, Rogério Ceni voltou a marcar um gol de falta pelo São Paulo (veja aqui). Hoje, contra o Linense, na vitória tricolor por 3 x 0, o goleiro fez primeiro gol da partida de bola parada – a última vez havia sido contra o Bahia, no dia 18 de outubro do ano passado. Com isso, o capitão do São Paulo chegou a marca de 126 gols na carreira, sendo 60 deles de falta. Um número impressionante. Para se ter uma ideia, Marcelinho Carioca, especialista em bolas paradas, marcou 59 gols de falta dos seus 224 gols pelo Corinthians. Juninho Pernambucano, um dos melhor cobradores de falta dos últimos tempos, anotou 75 gols de bola parada em sua carreira por Sport, Vasco, Lyon e Seleção Brasileira.

Rogério Ceni, que completou 1200 jogos pelo São Paulo no último clássico contra o Palmeiras, está próximo agora de outro ídolo são-paulino na lista dos maiores artilheiros da história tricolor. O goleiro, de 42 anos, está a dois gols de igualar Raí (128 gols), o décimo colocado da lista. Veja a lista:

1º – Serginho Chulapa – 242
2º – Gino Orlando – 233
3º – Luis Fabiano – 202
4º – Teixeirinha – 189
5º – França – 182
6º – Luizinho – 173
7º – Müller – 160
8º – Leônidas da Silva – 144
9º – Maurinho – 136
10º – Raí – 128
11º – Rogério Ceni – 126

Com o gol sobre o Linense, Ceni conseguiu também deixar registrado mais um gol de falta em um temporada. Desde 1997, o goleiro nunca passou um ano sem balançar as redes de bola parada. São 18 anos seguidos com pelo menos um gol de falta pelo São Paulo.

1997 – 3 gols (3 de faltas)
1998 – 3 gols (3 de faltas)
1999 – 5 gols (3 de faltas e 2 de pênaltis)
2000 – 8 gols (7 de faltas e 1 pênalti)
2001 – 2 gols (2 de faltas)
2002 – 5 gols (5 de faltas)
2003 – 2 gols (2 de faltas)
2004 – 5 gols (4 de faltas e 1 pênalti)
2005 – 21 gols (11 de faltas e 10 de pênaltis)
2006 – 16 gols (6 de faltas e 10 de pênaltis)
2007 – 10 gols (2 de faltas e 8 de pênaltis)
2008 – 5 gols (1 falta e 4 de pênaltis)
2009 – 2 gols (2 de faltas)
2010 – 8 gols (2 de faltas e 6 de pênaltis)
2011 – 8 gols (3 de faltas e 5 de pênaltis)
2012 – 4 gols (1 falta e 3 de pênaltis)
2013 – 6 gols (2 de faltas e 4 de pênaltis)
2014 – 10 gols (1 falta e 9 de pênaltis)
2015 – 3 gols (1 falta e 2 de pênaltis)


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