Futebol em Números

Grêmio: brasileiro com o elenco mais experiente em Libertadores
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Rodolfo Rodrigues

Começa hoje a fase de grupos da Copa Libertadores de 2017 com 32 equipes. Destas, oito são do Brasil, um recorde na história da competição. Entre os participantes brasileiros, estão cinco ex-campeões (Santos, Flamengo, Grêmio, Palmeiras e Atlético-MG), dois clubes que vieram da fase preliminar (Atlético-PR e Botafogo) e um estreante, a Chapecoense.

E dos elencos desses oito times brasileiros que vão jogar a Libertadores em 2017, o Grêmio é aquele com mais jogadores que já disputaram o torneio. São 23 no total, além do técnico Renato Gaúcho, que já foi campeão como jogador, pelo próprio Grêmio, em 1983, e vice-campeão como técnico, pelo Fluminense, em 2008. Entre os jogadores do Tricolor gaúcho que mais vezes disputaram o torneio estão os recém-contratados Leonardo Moura e Gastón Fernández, com 5 vezes cada, além de Marcelo Grohe e Bolaños, também com cinco participações cada. E dos 23 jogadores do Grêmio que já disputaram a Libertadores, três já foram campeões: Gastón Fernández, pelo Estudiantes-ARG, em 2009, Douglas, pelo Corinthians, em 2012, e Kannemann, pelo San Lorenzo-ARG, em 2014.

Em seguida, depois do Grêmio, o Palmeiras é o time brasileiro com mais jogadores com experiência na Libertadores. São 21, contando os dois campeões pelo Atlético Nacional-COL na última edição: o volante Guerra e o atacante Borja. Eles se juntam também a outros três ex-campeões do torneio: Jean, campeão pelo São Paulo, em 2005, que está indo para a sua oitava participação, Alecsandro, bicampeão por Inter e Galo, e Willian, campeão pelo Corinthians.

No Atlético-MG, são 20 jogadores que já disputaram o torneio, incluindo quatro ex-campeões do torneio pelo Galo em 2013: Victor, Giovanni, Marcos Rocha, Carlos César, Luan e Leonardo Silva. Lucas Cândido participou daquele grupo, mas não foi inscrito na fase de grupos. Outro ex-campeão é Fábio Santos, que levou o torneio pelo São Paulo e pelo Corinthians.

Na sequência, o Flamengo é quem aparece com mais jogadores (16), sendo quatro ex-campeões, seguido pelo Atlético-PR, com 9 jogadores. O Furacão, que conta com três ex-campeões, é o único dos brasileiros que conta com um técnico que já venceu a competição: Paulo Autuori, campeão pelo Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005). Já Santos, Botafogo e Chapecoense têm apenas oito jogadores com experiência na Libertadores.

Jogadores dos clubes brasileiros que estão na Libertadores de 2017 e que já disputaram o torneio anteriormente:

Grêmio (23)
Leonardo Moura, lateral direito (5 part., 36 jogos)
Gastón Fernández, atacante (5 part., 33 jogos) – campeão pelo Estudiantes-ARG (2009)
Marcelo Grohe, goleiro (5 part., 23 jogos)
Bolaños, atacante (5 part., 22 jogos)
Douglas, meia (4 part., 27 jogos) – campeão pelo Corinthians (2012)
Lucas Barríos, atacante (4 part., 17 jogos)
Fernandinho, atacante (3 part., 17 jogos)
Marcelo Oliveira, lateral esquerdo (3 part., 15 jogos)
Maicon, volante (3 part., 13 jogos)
Maxi Rodríguez, meia (3 part., 13 jogos)
Bressan, zagueiro (3 part., 9 jogos)
Edílson, lateral direito (3 part., 9 jogos)
Luan, atacante (2 part., 15 jogos)
Ramiro, volante (2 part., 11 jogos)
Geromel, zagueiro (2 part., 10 jogos)
Kannemann, zagueiro (2 part., 10 jogos) – campeão pelo San Lorenzo-ARG (2014)
Bruno Cortez, lateral esquerdo (1 part., 6 jogos)
Éverton, atacante (1 part., 5 jogos)
Lincoln, meia (1 part., 5 jogos)
Pedro Rocha, atacante (1 part., 3 jogos)
Wallace, lateral direito (1 part., 3 jogos)
Lucas Coelho, atacante (1 part., 2 jogos)
Gabriel, zagueiro (1 part., 1 jogo)
Renato Gaúcho, técnico (1 part., 14 jogos)

Palmeiras (21)
Guerra, volante (8 part., 40 jogos) – campeão pelo Atlético Nacional-COL (2016)
Jean, lateral direito (7 part., 45 jogos) – campeão pelo São Paulo (2005)
Alecsandro, atacante (6 part., 44 jogos) – campeão pelo Inter (2010) e Atlético-MG (2013)
Edu Dracena (5 part., 38 jogos) – campeão pelo Santos (2011)
Arouca (5 part., 41 jogos) – campeão pelo Santos (2011)
Zé Roberto, lateral esquerdo (4 part., 33 jogos)
Fernando Prass, goleiro (4 part., 28 jogos)
Mina, zagueiro (3 part., 20 jogos)
Egídio, lateral esquerdo (3 part., 20 jogos)
Dudu, atacante (3 part., 15 jogos)
Willian, atacante (3 part., 26 jogos) – campeão pelo Corinthians (2012)
Michel Bastos, meia (2 part., 20 jogos)
Felipe Melo, volante (2 part., 9 jogos)
Borja, atacante (2 part., 8 jogos) – campeão pelo Atlético Nacional-COL (2016)
Vítor Hugo, zagueiro (1 part., 6 jogos)
Keno, atacante (1 part., 5 jogos)
Thiago Santos, volante (1 part., 3 jogos)
Rafael Marques, atacante (1 part., 2 jogos)
Erik, atacante (1 part., 2 jogos)
Fabiano, lateral direito (1 part., 1 jogo)
Thiago Martins, zagueiro (1 part., 1 jogo)

Atlético-MG (20)
Leonardo Silva (7 part., 64 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Fábio Santos, lateral esquerdo (7 part., 48 jogos) – campeão pelo São Paulo (2005) e Corinthians (2012)
Victor, goleiro (6 part., 55 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Robinho, atacante (4 part., 38 jogos)
Marcos Rocha, lateral direito (4 part., 32 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Rafael Moura, atacante (4 part., 23 jogos)
Otero, meia (4 part., 11 jogos)
Luan, atacante (3 part., 25 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Elias, volante (3 part., 23 jogos)
Fred, atacante (3 part., 19 jogos)
Carlos Eduardo, meia (3 part., 17 jogos)
Lucas Cândido, volante (3 part., 4 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Adílson, volante (2 part., 20 jogos)
Rafael Carioca, volante (2 part., 17 jogos)
Giovanni, goleiro (2 part., 2 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Cazares, atacante (1 part., 7 jogos)
Maicosuel, meia (1 part., 5 jogos)
Clayton, atacante (1 part., 4 jogos)
Uilson, goleiro (1 part., 1 jogo)
Carlos César, lateral direito (1 part., 1 jogo) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Roger Machado, técnico (1 part., 8 jogos)

Flamengo (16)
Réver, zagueiro (5 part., 39 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Pará, lateral direito (4 part., 29 jogos) – campeão pelo Santos (2011)
Leandro Damião, atacante (4 part., 28 jogos) – campeão pelo Internacional (2010)
Conca, meia (3 part., 28 jogos)
Berrío, atacante (3 part., 20 jogos) – campeão pelo Atlético Nacional-COL (2016)
Diego, meia (2 part., 23 jogos)
Donatti, zagueiro (2 part., 15 jogos)
Guerrero, atacante (2 part., 12 jogos)
Juan, zagueiro (2 part., 11 jogos)
Márcio Araújo, volante (1 part., 8 jogos)
Rômulo, volante (1 part., 8 jogos)
Éverton, meia (1 part., 6 jogos)
Cuellar, volante (1 part., 5 jogos)
Gabriel, atacante (1 part., 5 jogos)
Marcelo Cirino, atacante (1 part., 4 jogos)
Mancuello, meia (1 part., 2 jogos)

Atlético-PR (9)
Lucho González, volante (5 part., 37 jogos) – campeão pelo River Plate (2015)
Jonathan, lateral direito (4 part., 38 jogos) – campeão pelo Santos (2011)
Thiago Heleno (3 part., 24 jogos)
Grafite, atacante (3 part., 23 jogos) – campeão pelo São Paulo (2005)
Paulo André, zagueiro (3 part., 14 jogos)
Léo, lateral direito (2 part., 5 jogos)
Weverton, goleiro (1 part., 8 jogos)
Cléberson, zagueiro (1 part., 7 jogos)
Rafael Galhardo, lateral direito (1 part., 1 jogo)
Paulo Autouri, técnico (4 part., 36 jogos) – campeão pelo Cruzeiro (1997) e São Paulo (2005)

Botafogo (8)
Canales, atacante (3 part., 14 jogos)
Aírton, volante (2 part., 3 jogos)
Jefferson, goleiro (1 part., 8 jogos)
Gatito Fernández, goleiro (1 part., 8 jogos)
Gílson, lateral esquerdo (1 part., 7 jogos)
Joel, atacante (1 part., 5 jogos)
João Paulo, meia (1 part., 4 jogos)
Roger, atacante (1 part., 1 jogo) – campeão pelo São Paulo (2005)

Chapecoense (8)
Wellington Paulista, atacante (3 part., 24 jogos)
Diego Renan, lateral esquerdo (2 part., 16 jogos)
Zeballos, zagueiro (2 part., 10 jogos)
Dodô, meia (2 part., 4 jogos)
Luiz Antônio, volante (1 part., 8 jogos)
Reinaldo, lateral esquerdo (1 part. 7 jogos)
Apodi, lateral direito (1 part., 4 jogos)
Artur, goleiro (1 part., 1 jogo)
Vágner Mancini, técnico (1 part., 5 jogos)

Santos (8)
Thiago Ribeiro, atacante (5 part., 40 jogos)
Leandro Donizete, volante (4 part., 33 jogos) – campeão pelo Atlético-MG (2013)
Copete, atacante (4 part., 30 jogos) – campeão pelo Atlético Nacional-COL (2016)
Renato, volante (3 part., 24 jogos)
Ricardo Oliveira, atacante (3 part., 17 jogos)
Vecchio, meia (3 part., 15 jogos)
David Braz, zagueiro (2 part., 11 jogos)
Vladimir Hernández, meia (2 part., 6 jogos)
Dorival Júnior, técnico (1 part., 5 jogos)

 


São Paulo: melhor média de gols no Paulistão desde 2010
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Rodolfo Rodrigues

Com 21 gols em 7 jogos, o São Paulo tem hoje o melhor ataque do Paulistão de 2017. O time do técnico Rogério Ceni marcou 7 gols a mais do que Palmeiras e Mirassol, que têm o segundo melhor ataque com 14 gols cada. O Corinthians, time de melhor campanha até aqui, marcou 8 gols.

A média de 3 gols por partida do São Paulo de 2017 é a melhor no Campeonato Paulista desde o Santos de 2010, de Neymar, Robinho e Ganso, que marcou 72 gols em 23 jogos – média de 3,13 por partida.

Outra curiosidade é que desde o Santos, de Pelé, na década de 1960, apenas dois times fecharam o Paulistão com média superior a três gols por partida. Além desse time do Santos, de 2010, o outro foi o Palmeiras, em 1996, que marcou 102 gols em 30 jogos. O famoso time dos 100 gols, dirigido por Vanderlei Luxemburgo, tinha Luizão, Müller, Rivaldo e Djalminha no ataque.

Entre os melhores ataques do São Paulo no Paulistão, esse de 2017 é o melhor desde o time de 1998, que teve média de 2,86 por partida – 40 gols em 14 jogos. A média de 3 gols por partida atual iguala também a 1938, uma das maiores do clube na história da competição. Acima dela, apenas a 1946 (3,10); 1956 (3,17); 1949 (3,19); 1944 (3,45) e 1945 (3,50 – 70 gols em 20 jogos).

Clubes com as maiores médias de gols no Paulistão desde o início do profissionalismo, em 1933:

AnoClubeMédiaGolsJogos
2017São Paulo3,00217
2016Corinthians1,883217
2015São Paulo2,003417
2014Santos2,474719
2013Mogi Mirim2,054321
2012Santos2,525823
2011Santos1,964523
2010Santos3,137223
2009Palmeiras e Mirassol1,904021
2008Palmeiras1,964523
2007São Paulo2,054321
2006São Paulo2,424619
2005São Paulo2,584919
2004Palmeiras e Santos2,383113
2003São Paulo2,642911
2002União São João2,234922
2001Corinthians2,374519
2000Corinthians2,564618
1999Santos2,224018
1998São Paulo2,864014
1997Corinthians2,235826
1996Palmeiras3,4010230
1995Santos1,645936
1994São Paulo2,206630
1993Novorizontino1,916132
1992São Paulo1,856334
1991São Paulo1,946634
1990São Paulo1,244133
1989Guarani1,604025
1988São Paulo1,724325
1987São Paulo1,456142
1986Inter de Limeira1,405942
1985São Paulo1,717242
1984Corinthians1,535838
1983São Paulo1,467048
1982Corinthians1,887540
1981Guarani1,779252
1980Guarani1,505738
1979Palmeiras1,647445
1978Guarani1,608553
1977Palmeiras1,767945
1976Palmeiras, Guarani e São Paulo1,393928
1975São Paulo1,716035
1974Palmeiras1,434028
1973Palmeiras1,503322
1972Palmeiras1,503322
1971Palmeiras2,505522
1970Santos1,893418
1969Santos2,176329
1968Santos2,737126
1967Santos2,336327
1966Santos2,466928
1965Santos3,109330
1964Santos3,179530
1963Santos2,306930
1962Santos3,4010230
1961Santos3,7711330
1960Santos2,9410034
1959Santos3,7815541
1958Santos3,7614338
1957Santos3,8914437
1956São Paulo3,1711436
1955Santos2,737126
1954Palmeiras3,238426
1953Palmeiras3,048528
1952Corinthians2,978930
1951Corinthians3,6810328
1950Portuguesa3,056722
1949São Paulo3,187022
1948Santos e São Paulo2,705420
1947Corinthians2,705420
1946Corinthians e São Paulo3,106220
1945São Paulo3,507020
1944São Paulo3,456920
1943Corinthians3,557120
1942Corinthians3,907820
1941Corinthians3,056120
1940Ypiranga2,805620
1939Corinthians3,156320
1938São Paulo3,003010
1937Palmeiras1,673521
1936Portuguesa4,004812
1936Santos3,337021
1935Portuguesa4,066516
1935Santos2,583112
1934Palmeiras3,214514
1933São Paulo da Floresta4,436214

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Fla-Flu: Tricolor leva a melhor no histórico de mata-matas
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Rodolfo Rodrigues

Em 105 anos de história, o Fla-Flu já foi disputado 397 vezes. Até aqui, a vantagem no confronto geral é do Flamengo, que venceu 144 vezes. O Fluminense ganhou outros 126 jogos e tivemos ainda 127 empates. Em mata-matas ou decisões entre as duas equipes, a vantagem, porém, é do Tricolor. Em 22 confrontos diretos, valendo título ou eliminação, o Flu ganhou 12, contra 10 do Rubro-negro. Em mata-mata diretos, como o de hoje, válido pela final da Taça Guanabara, foram seis triunfos do Tricolor contra cinco do Flamengo.

E quase todos os confrontos decisivos, em jogos oficiais, foram pelo Campeonato Carioca. Apenas em 2009 os dois se enfrentaram em outro torneio, a Copa Sul-Americana, quando o Fluminense despachou o Flamengo na primeira fase.

Pelo Carioca, os times duelaram então em 21 decisões, com 11 vitórias do Flu contra 10 do Flamengo. Pela Taça Guanabara, foram sete disputas, mas aí a vantagem é rubro-negra (5 x 2). Na Taça Guanabara, aliás, o Flamengo é o maior campeão com 20 títulos desde 1965. O Fluminense, atual campeão, tem 9 conquistas e está atrás do Vasco, que ganhou 12, na lista de títulos. O Botafogo tem 8, o América 6 e o Americano 2 títulos. E a última vez que o Fla-Flu decidiu a Taça Guanabara foi em 2004, quando o Flamengo foi campeão ao vencer por 3 x 2, no Maracanã, com gols de Fabiano Eller, Jean e Roger. Para o Flu, marcaram Antônio Carlos e o zagueiro Henrique (contra).

Mata-matas e partidas decisivas entre Flamengo e Fluminense
1936 – Campeonato Carioca (Liga Carioca de Futebol – LCF)
Depois de dois jogos (2 x 2) e Flu 4 x 1 Fla, o terceiro terminou empatado (1 x 1) e o Flu foi campeão

1941 – Campeonato Carioca
Na última rodada do 4º turno, o Fluminense precisava do empate para ser campeão. Já o Flamengo não tinha mais chances de título. O clássico terminou 2 x 2 e o Flu foi campeão.

1963 – Campeonato Carioca
Os dois times chegaram à última rodada com chance de título e fizeram um Fla-Flu memorável, com o maior público da história do Maracanã: 194 603 no total (177 020 pagantes). Com um ponto de vantagem, o Fla foi campeão após o 0 x 0.

1966 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
Os dois times terminaram empatados na primeira fase e fizeram a final em jogo extra. Deu Flu (3 x 1), que ganhou a Taça Guanabara pela primeira vez.

1969 – Campeonato Carioca
Depois de empatarem em pontos no 2º turno, Fla e Flu decidiram o título em um jogo extra. Deu Flu (3 x 2), no Maracanã com 171 599 pagantes.

1970 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
Na última rodada da 3ª fase da Taça Guanabara, o Fla segurou o empate contra o Flu (1 x 1), manteve-se um ponto à frente do rival na tabela e garantiu o título.

1971 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
Na última rodada da Taça Guanabara, o apenas o Flu tinha chance de ser campeão. No clássico, deu tricolor (3 x 1), que ficou com o taça.

1972 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
Na última rodada da Taça Guanabara, o Fla goleou o Flu por 5 x 2 e ficou com o título.

1972 – Campeonato Carioca
Depois de decidirem a Taça Guanabara, os times fizeram também a final do Estadual e novamente deu Fla (2 x 1), que ficou com o título carioca.

1973 – Campeonato Carioca
Na final do Estadual, em jogo único, o Flu venceu por 4 x 2, no Maracanã, e foi campeão

1983 – Campeonato Carioca
No triangular final, que tinha ainda o Bangu, o Flu venceu o Flamengo por 1 x 0 e garantiu o título.

1984 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
No 1º turno do Estadual daquele ano, o Fla venceu o Flu por 1 x 0 e ficou com o título da Taça Guanabara.

1984 – Campeonato Carioca
Novamente no triangular final, o Fla-Flu decidiu o título – o Vasco era o outro time na disputa. O Flu ganhou por 1 x 0, no Maracanã, com 153 520 pagantes e sagrou-se bicampeão carioca.

1991 – Campeonato Carioca
A final do Estadual contou com o Flu, campeão da Taça Guanabara, e o Fla, campeão da Taça Rio. Após o 1 x 1 no primeiro jogo da decisão, o Fla garantiu o título carioca daquele ano após vencer por 4 x 2 a segunda partida da final.

1995 – Campeonato Carioca
Em um dos mais famosos Fla-Flu da história, o Flu garantiu o título com a vitória por 3 x 2, com o gol de barriga de Renato Gaúcho (creditado na súmula para Aílton). O Tricolor foi campeão após dez anos e tirou a chance do Fla celebrar o título no ano de seu centenário.

2001 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
Em jogo único, Fla e Flu decidiram a Taça Guanabara (1º turno). Após o 1 x 1 no tempo normal, o Fla garantiu o título ao vencer o rival nos pênaltis (5 x 3).

2003 – Taça Rio – Campeonato Carioca
No primeiro mata-mata pela Taça Rio (2º turno) entre Fla-Flu, deu Flu. Depois do 1 x 1 no primeiro jogo da semifinal, o tricolor goleou na segunda partida (4 x 0) e passou para a final – onde foi derrotado pelo Vasco.

2004 – Taça Guanabara – Campeonato Carioca
Na decisão do 1º Turno, em jogo único, o Fla venceu por 3 x 2 e ficou com o título e a vaga na final daquele ano. 

2005 – Taça Rio – Campeonato Carioca
Na primeira final entre Flamengo e Fluminense pela Taça Rio, deu Flu, que goleou o rival (4 x 1) e garantiu vaga na final do Estudual.

2009 –  Taça Rio – Campeonato Carioca
Pela semifinal da Taça Rio (2º turno), em jogo único, o Fla venceu por 1 x 0 e garantiu vaga na final contra o Botafogo.

2011 – Taça Rio – Campeonato Carioca
No último mata-mata entre os dois times, pela semifinal da Taça Rio (2º turno), o Fla levou a melhor. Após o 1 x 1 no tempo normal, o rubro-negro venceu nos pênaltis (5 x 4) e foi para a final contra o Vasco.


Santos leva vantagem sobre Corinthians no século XXI
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Rodolfo Rodrigues

Clássico mais antigo do estado de São Paulo, Corinthians x Santos é disputado desde 1913. Desde então, o alvinegro da capital leva ampla vantagem no confronto. Em 322 jogos, foram 128 vitórias do Corinthians, 91 empates e 103 vitórias do Santos. São 25 vitórias a mais do Corinthians. Nos clássicos contra os outros rivais, o Corinthians tem quatro vitórias a menos do que o Palmeiras e 21 vitórias a mais do que o São Paulo.

Ultimamente, porém, o Peixe vem levando a melhor no clássico alvinegro. No século XXI, em 59 confrontos, o Santos venceu 26 (44% deles), empatou 14 e perdeu 19. Na última década de 10, foram 11 vitórias do Peixe, 9 empates e 9 vitórias do Corinthians. Nos últimos 8 jogos, o Santos ganhou 5, incluindo a última partida, pelo Brasileirão (2 x 1, na Vila Belmiro), empatou um e o Corinthians venceu apenas duas. Nesse período, o atacante Ricardo Oliveira, que deverá jogar hoje na Arena Corinthians, marcou cinco gols, sendo o artilheiro recente do clássico. Pelo lado corintiano, Jadson é quem mais marcou nos últimos jogos (fez dois gols na vitória por 2 x 0 no Brasileirão de 2015).

No Paulistão, campeonato onde as duas equipes se enfrentam amanhã, às 18h30, na Arena Corinthians, o Santos não perde para o rival desde a primeira final de 2013. De lá, para cá, foram mais quatro jogos, com dois empates e duas vitórias santistas – contando a última, em 2016 (2 x 0, na Vila Belmiro). E dos últimos 10 jogos pelo Paulista, foram 4 vitórias do Santos, 4 empates e 2 do Corinthians.

Em mata-matas, no século XXI, a vantagem, porém, é corintiana. Em sete duelos eliminatórios ou de finais, o Peixe venceu três contra quatro do Corinthians. O Santos levou a melhor na final do Brasileiro de 2002, na final do Paulista de 2011 e nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2015. Já o Corinthians superou o rival na semifinal do Paulistão de 2001, na final do Paulista de 2009, na semifinal da Libertadores de 2012 e na final do Paulista de 2013.

Quem levou a melhor no clássico Corinthians x Santos por décadas:
Década de 1910
9 jogos – Santos (4 vitórias), empates (3), Corinthians (2 vitórias)

Década de 1920
20 jogos – Corinthians (10 vitórias), Santos (6 vitórias), empates (4)

Década de 1930
30 jogos – Corinthians (19 vitórias), Santos (7 vitórias), empates (4)

Década de 1940
26 jogos – Corinthians (13 vitórias), Santos (9 vitórias), empates (4)

Década de 1950
36 jogos – Corinthians (14 vitórias), Santos (14 vitórias), empates (8)

Década de 1960
32 jogos – Santos (16 vitórias), empates (10), Corinthians (6 vitórias)

Década de 1970
35 jogos – Corinthians (13 vitórias), empates (17), Santos (5 vitórias)

Década de 1980
33 jogos – Corinthians (15 vitórias), empates (14), Santos (4 vitórias)

Década de 1990
41 jogos – Corinthians (17 vitórias), empates (12), Santos (12 vitórias)

Década de 2000
30 jogos – Santos (15 vitórias), Corinthians (10 vitórias), empates (5)

Década de 2010
29 jogos – Santos (11 vitórias), Corinthians (9 vitórias), empates (9)


Tite já convocou 49 jogadores para Seleção Brasileira
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Rodolfo Rodrigues

O técnico Tite convocou hoje 23 jogadores para as partidas contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018. O goleiro Ederson, do Benfica-POR, foi o único nome novo em relação às quatro convocações anteriores. Com isso, o treinador chega aos número de 49 atletas convocados. Para jogos oficiais (Eliminatórias), sem contar o amistoso de janeiro contra a Colômbia, o número de jogadores convocados cai para 33. Destes, Diego Souza (Sport) e Diego (Flamengo), entram como novidades ao lado de Ederson, já que só foram chamadas para o último amistoso.

Dos 49 jogadores chamados até aqui, apenas dois estiveram presentes em todas as cinco convocações: o goleiro Weverton, do Atlético-PR, e o lateral direito, Fágner, que jogara apenas no amistoso contra a Colômbia. Para as quatro convocações oficiais, 14 atletas estiveram presentes em todas as listas: os goleiros Alisson e Weverton; os laterais Daniel Alves, Fágner e Filipe Luís; os zagueiros Marquinhos, Miranda e Gil; o volante Paulinho; os meias Renato Augusto, Giuliano, Philippe Coutinho e Willian; e o atacante Neymar. Marcelo e Casemiro também foram chamados quatro vezes, mas acabaram cortados na segunda convocação.

Entre os jogadores que mais atuaram até aqui, com seis partidas cada, apenas Gabriel Jesus ficou de fora dessa última convocação, já que está lesionado. Os outros são Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda, Renato Augusto e Philippe Coutinho.

Todos os convocados por Tite desde agosto de 2016 (cinco convocações). Em azul os convocados hoje e entre parênteses o número de convocações:
Goleiros
Alisson (4), Weverton (5), Ederson (1), Alex Muralha (3), Danilo Fernandes (1) e Marcelo Grohe (1)

Laterais direitos
Daniel Alves (4), Fágner (5) e Marcos Rocha (1)

Zagueiros
Marquinhos (4), Miranda (4), Gil (4), Thiago Silva (4), Rodrigo Caio (3), Geromel (1), Luan (1) e Victor Hugo (1)

Laterais esquerdos
Marcelo* (4), Filipe Luís (4), Wendell (1), Fábio Santos (1) e Jorge (1)

Volantes
Casemiro* (4), Paulinho (4), Fernandinho (3), Rafael Carioca (2), Henrique (1), Walace (1) e Willian Arão (1)

Meias
Renato Augusto (4), Giuliano (4), Philippe Coutinho (4), Willian (4)Diego (2), Lucas Lima (4), Oscar (1), Rodriguinho (1), Gustavo Scarpa (1) e Camilo (1)

Atacantes
Neymar (4), Douglas Costa* (4), Roberto Firmino (3), Diego Souza (2), Gabriel Jesus (3), Taison (2), Gabriel (1), Dudu (1), Robinho (1) e Luan (1)

* Cortados uma vez

Quem mais jogou
6 partidas
Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus

5 partidas
Paulinho, Willian e Neymar

4 partidas
Fernandinho

3 partidas
Filipe Luís, Marcelo e Giuliano

2 partidas
Casemiro, Lucas Lima, Taison, Douglas Costa e Roberto Firmino

1 partida
Thiago Silva, Weverton, Fágner, Rodrigo Caio, Geromel, Fábio Santos, Jorge, Walace, Willian Arão, Rodriguinho, Gustavo Scarpa, Diego, Camilo, Diego Souza, Dudu, Robinho e Luan

Quem não jogou (13)
Marcelo Grohe, Alex Muralha, Danilo Fernandes, Ederson, Marcos Rocha, Gil, Luan (zag), Victor Hugo, Wendell, Rafael Carioca, Henrique, Oscar e Gabriel

Maiores artilheiros
5 gols
Gabriel Jesus

4 gols
Neymar

2 gols
Philippe Coutinho

1 gol
Miranda, Filipe Luís, Paulinho, Renato Augusto, Willian, Roberto Firmino e Dudu

Tags : Tite


São Paulo de Ceni: melhor ataque desde 1997; pior defesa desde 2000
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Rodolfo Rodrigues

Foram apenas oito jogos oficiais de competição no comando da equipe, mas o técnico Rogério Ceni vem apresentando números poucos vistos nos últimos anos. Tanto do lado positivo, quanto do lado negativo. Com um ótimo ataque, o Tricolor marcou até agora 22 gols em 8 jogos (média de 2,75 por partida). Para se ter uma ideia, o Corinthians, nos mesmos 8 jogos no ano, marcou apenas 8 gols. O Palmeiras, em 6 jogos, fez 11 gols (1,83 por partida) e o Santos, em também em 6 jogos, marcou 12 gols (2 por jogo). No Paulistão, em 6 jogos, o São Paulo marcou 17 gols e tem o melhor ataque com 4 gols a mais do que o Mirassol.

No São Paulo, essa é primeira vez que o time de um técnico estreante marca 22 gols nos oito primeiros jogos oficiais desde Darío Pereyra, em 1997. Naquele ano, a equipe comandada pelo uruguaio fez 24 gols em oito jogos. Na história do Tricolor, o recorde de gols de um técnico estreante nesse mesmo período (8 jogos), é de Clodô (Clodoaldo Caldeira), em 1933, com 36 gols – média de 4,50 por jogo. Mas desde 1935, quando o clube mudou o nome para São Paulo Futebol Clube, essa é apenas a 5ª vez que um técnico estreante tem um time com tantos gols marcados em 8 jogos. Além de Darío Pereyra, em 1997, Conrado Ross, em 1942, também viu sua equipe marcar 27 gols. Com Joreca, em 1943, foram 24 gols, e com Jim Lopes, em 1953, foram 23 gols.

Por outro lado, o São Paulo dirigido por Rogério Ceni tem uma das piores defesas para o período de 8 jogos de um treinador estreante. Até aqui, o time do ex-goleiro sofreu 15 gols em 8 jogos, média de 1,88 por partida. Desde 2000, com Levir Culpi, o time não sofria tantos gols. Naquele ano, foram 17 gols sofridos em 8 jogos (média de 2,13 por jogo). A segunda pior em 8 jogos, atrás apenas do time comandada por Leônidas da Silva, em 1951, que levou 20 gols em 8 jogos (média 2,50 por jogo). Coincidentemente, o São Paulo de Ceni levou o mesmo número de gols (15) do São Paulo de Muricy Ramalho, em sua estreia pelo clube em 1996.

Em 2017, nos oito jogos disputados, o São Paulo só não levou gol em uma partida (contra o Moto Club-MA, na estreia da Copa do Brasil). Nos últimos quatro jogos, foram 8 gols sofridos (contra Mirassol, São Bento, Novorizontino e PSTC-PR). No Paulistão, o Tricolor tem a segunda pior defesa com 13 gols sofridos em 6 jogos, atrás apenas da Linense, que levou 15 gols. No ano, o São Paulo já levou o mesmo números de gols do que os três rivais. (15). O Santos sofreu 8 gols, Corinthians 4 e Palmeiras 3.

Jogos oficiais do São Paulo em 2017, sob o comando de Rogério Ceni
5/2 – Audax 4 x 2 São Paulo (Paulistão)
9/2 – Moto Club-MA 0 x 1 São Paulo (Copa do Brasil)
12/2 – São Paulo 5 x 2 Ponte Preta (Paulistão)
15/2 – Santos 1 x 3 São Paulo (Paulistão)
18/2 – São Paulo 2 x 2 Mirassol (Paulistão)
21/2 – São Bento 2 x 3 São Paulo (Paulistão)
25/2 – Novorizontino 2 x 2 São Paulo (Paulistão)
1/3 – PSTC-PR 2 x 4 São Paulo (Copa do Brasil)

Técnicos estreantes com mais gols marcados nos 8 primeiros jogos oficiais pelo São Paulo:

TREINADORANOVEDGMGS
Clodoaldo Caldeira (Clodô)19335123614
Rubens Salles1931710356
Eugenio Medgyessy (Marinetti)1932710285
Darío Pereyra19975212711
Conrado Ross19424312711
Ramón Platero1930620274
Joreca1943620248
Jim Lopes1953710234
Rogério Ceni20175212215
Flávio Costa19603412011


Técnicos estreantes com mais gols sofridos nos 8 primeiros jogos oficiais pelo São Paulo:

TREINADORANOVEDGMGS
Leônidas da Silva19511251220
Levir Culpi20004041417
Oto Vieira19642241116
Armando del Debbio1936206716
Rogério Ceni20175212215
José Poy19643231515
Muricy Ramalho19962331215
Clodoaldo Caldeira (Clodô)19335123614
Ignác Amsel19393051114
Adílson Batista20113321513


Técnicos estreantes com melhor aproveitamento de pontos nos 8 primeiros jogos oficiais pelo São Paulo:

TREINADORANOAprov (%)VEDGMGS
Rubens Salles193191,7710356
Eugenio Medgyessy (Marinetti)193291,7710285
Jim Lopes195391,7710234
Pepe198691,7710205
Cuca200491,7710185
Roberto Rojas200391,7710143
Ramón Platero193083,3620274
Joreca194383,3620248
Cláudio Cardoso196179,2611198
Paulo Autuori200579,2611185
Paulo César Carpegiani199979,2611156
Darío Pereyra199770,85212711
Rogério Ceni201770,85212215
Carlos Alberto Parreira199670,85211510
Clodoaldo Caldeira (Clodô)193366,75123614
Armando Renganeschi195866,7512198
Rubens Minelli197766,75121810
Formiga198166,7512146
Alfredo Ramos197266,7440145
Telê Santana197366,7512138
Conrado Ross194262,54312711
Oswaldo de Oliveira200262,54311710
Pablo Forlán199062,5431166
Mário Travaglini198362,5431149
Oswaldo Alvarez200158,34221512
Osvaldo Brandão196258,34221511
Ricardo Gomes200958,34221211
Juan Carlos Osorio201558,3422118
Edgardo Bauza201658,3422105
Flávio Costa196054,23412011
Carlos Alberto Silva198054,2341149
Ney Franco201254,2413149
Emerson Leão200454,2341145
Cilinho198454,2341116
Adílson Batista201150,03321513
Levir Culpi200050,04041417
Vicente Feola193750,040477
José Poy196445,83231515
Nelsinho Baptista199845,83231512
Béla Guttman195745,83231310
Mário Juliato197945,825155
Vail Mota197241,724275
Muricy Ramalho199637,52331215
Ignác Amsel193937,53051114
Oto Vieira196433,32241116
Mário Sergio199829,22151212
Sylvio Pirillo196729,21431110
Diede Lameiro196829,214379
Zezé Moreira197025,0062813
Armando del Debbio193625,0206716
Leônidas da Silva195120,81251220

 

Fonte: Michael Serra/São Paulo Futebol Clube


Campeonato Chinês começa na sexta com 24 brasileiros
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Rodolfo Rodrigues

Começa depois de amanhã, sexta-feira, dia 3 de março, o Campeonato Chinês de 2017. A edição será a 14ª desde a criação da Superliga Chinesa, em 2004. Desde então, o torneio vem crescendo em número de espectadores, valores e credibilidade. Na primeira edição, em 2004, a média de público era de 10 838 torcedores por jogo. Já em 2016, na última edição, essa média subiu para 24 159.

Com elencos avaliados em aproximadamente 400 milhões de euros, a Liga Chinesa já é hoje a 14ª mais valiosa entre os campeonatos nacionais de primeira divisão do mundo tudo, superando Japão e Estados Unidos.
Ligas nacional mais valiosas do mundo: Inglaterra (4,9 bilhões), Espanha (3,6 bilhões), Itália (2,8 bilhões), Alemanha (2,6 bilhões), França (1,7 bilhão), Turquia (893 milhões), Portugal (864 milhões), Brasil (811 milhões), Rússia (696 milhões), Holanda (650 milhões), Argentina (641 milhões), México (567 milhões), Bélgica (521 milhões), China (400 milhões), Estados Unidos (352 milhões) e Japão (226 milhões)

Com investimento alto, mais de 300 milhões de euros nessa última janela, os chineses levaram grandes nomes do futebol mundial para a edição de 2017. Entre eles, o argentino Carlos Tevez, o belga Witsel, o português Ricardo Carvalho, o nigeriano Obi Mikel, além dos brasileiros Oscar, Alexandre Pato, Hernanes e Marinho. O meia Oscar, comprado por 60 milhões de euros, foi a maior transferência da temporada 2017.

Além de Oscar, Pato, Hernanes e Marinho, outros brasileiros que também chegaram ao futebol chinês em 2017 foram Hyuri (ex-Atlético-MG) e Júnior Moraes (ex-Dinamo Kiev-UCR) . Por outro lado, saíram Paulo Henrique, Luis Fabiano, Mazola, Jô, Denilson, Jael e Matheus (atacantes); Jucilei (volante); e Jadson e Wagner (meias), que jogaram em 2016. Assim, o número de brasileiros na Liga Chinesa caiu de 28 para 24 brasileiros, diminuindo pelo segundo ano consecutivo. Em 2015, a Liga teve o recorde de 31 brasileiros.

Brasileiros no Campeonato Chinês
2017 (24)
2016 (28)
2015 (31)
2014 (27)
2013 (27)
2012 (29)
2011 (28)
2010 (24)
2009 (23)
2008 (26)
2007 (17)

Chongqing Lifan
Fernandinho (atacante), Hyuri (atacante) e Alan Kardec (atacante)

Guangzhou Evergrande
Alan (atacante), Ricardo Goulart (atacante) e Paulinho (volante)

Shanghai SIPG
Elkeson (atacante), Hulk (atacante) e Oscar (meia)

Tianjin Quanjian
Geuvânio (atacante), Júnior Moraes (atacante) e Alexandre Pato (atacante)

Beijing Sinobo Guoan
Renato Augusto (meia) e Ralf (volante)

Changchun Yatai
Marinho (atacante) e Bruno Meneghel (atacante)

Guangzhou R&F
Renatinho (meia) e Júnior Urso (volante)

Hebei China Fortune
Aloísio (atacante) e Hernades (meia)

Jiangsu Suning
Ramires (volante) e Alex Teixeira (atacante)

Shandong Luneng
Gil (zagueiro) e Diego Tardelli (atacante)

 


Carille tem melhor desempenho entre técnicos estreantes em 2017
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Rodolfo Rodrigues

Ex-auxiliar do técnico Tite, Fábio Carille, técnico efetivado no Corinthians desde o início do ano, tem até aqui o melhor desempenho entre os treinadores estreantes das equipes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O técnico corintiano, em dez jogos na temporada, conseguiu oito vitórias, um empate e sofreu apenas uma derrota. Seu aproveitamento de 83,3% supera o de Abel Braga, do Fluminense, que conquistou 81,5% dos pontos nesse início de temporada.

Fábio Carille, com as vitórias recentes sobre Novorizontino, Palmeiras e Mirassol, levou o Corinthians a ser o time de melhor campanha geral também no Paulistão, com 15 pontos em seis jogos, à frente do Mirassol (13), Palmeiras (12), São Paulo e Ponte Preta (11) e Santos (10).

Outro destaque do time dirigido por Carille até aqui é o seu setor defensivo. Em dez partidas, o Corinthians sofreu apenas cinco gols (dois só na última partida, na vitória por 3 x 2 sobre o Mirassol). A média de 0,5 gol sofrido por partida é a menor também entre as equipes que estrearam treinadores em 2017, superando o Fluminense (0,56) e o Palmeiras (0,75).

Aproveitamento dos técnicos estreantes em 2017*

TécnicoClubeJVEDGPGCaprov. %
Fábio CarilleCorinthians1081113583,3
Abel BragaFluminense971122581,5
Roger MachadoAtlético-MG9702181577,8
Antônio CarlosInter1063118970,0
Cristóvão BorgesVasco10604121260,0
Rogério CeniSão Paulo9441181359,3
Eduardo BaptistaPalmeiras842214658,3
Vágner ManciniChapecoense11443131248,5

 

* Contando jogos oficiais e amistosos e com o Internacional, que está na Série B


Recordes e curiosidades da quarta-feira de futebol
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Rodolfo Rodrigues

A rodada do futebol de ontem, quarta-feira, 22 de fevereiro, foi empolgante e marcada por alguns feitos importantes.

No Paulistão, o Corinthians venceu o Palmeiras por 1 x 0, em casa, com gol de Jô, quebrando um jejum de seis jogos e dois anos sobre o rival. Foi também a primeira vitória com gol de jogador criado na base do clube desde 2005, quando Rosinei marcou dois gols na vitória por 3 x 1 no dia 10 de julho, pelo Brasileirão. O Dérbi de ontem, o primeiro no ano do centenário, ficou marcado pelo erro grotesco do árbitro Thiago Duarte Peixoto, que expulsou Gabriel. O juiz, o mesmo das duas últimas eliminações do Corinthians no Paulistão, apitou seu sétimo jogo do Corinthians e curiosamente o time não perdeu – cinco vitórias e dois empates.

Na Liga dos Campeões, a Juventus venceu o Porto fora de casa por 2 x 0, no jogo de ida das oitavas de final. O segundo gol do time pelo brasileiro Daniel Alves em seu primeiro toque na bola. O lateral-direito, que já havia marcado na competição por Sevilla e Barcelona, chegou a marca de 94 jogos na Champions, igualando outro lateral brasileiro, Maxwell, hoje no PSG. Ambos figuaram na segunda posição entre os brasileiros com mais jogos na Liga dos Campeões, atrás apenas de mais um lateral, Roberto Carlos, que disputou 120 partidas. Na outra partida, o Sevilla venceu o Leicester por 2 x 1. O atacante Jamie Vardy, de 30 anos, e da seleção inglesa, marcou pela primeira vez em competições europeias.

Na Libertadores, Botafogo e Atlético-PR passaram de novo pela fase eliminatória e garantiram vaga na fase de grupos. Agora, o Brasil tem inéditos    oito participantes entre os 32 da fase de grupos: Grêmio, Chapecoense, Palmeiras, Santos, Flamengo, Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR.

Na Copa do Brasil, o Cruzeiro aplicou a maior goleada do torneio e despachou o São Raimundo-PA com a vitória por 6 x 0. O atacante Rafael Sóbis marcou 4 gols, algo que não acontecia com um atacante da Raposa desde 2015, quando Willian também marcou 4 gols na vitória sobre o Figueirense por 5 x 1 pelo Brasileirão. Sóbis também igualou o feito de Fred, até então o único jogador da Raposa a marcar 4 gols na Copa do Brasil – na goleada sobre o Sergipe por 7 x 0 em 2015.

 

 

 

 


Palmeiras leva vantagem sobre o Corinthians em 100 anos de clássico
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Rodolfo Rodrigues

Um dos clássicos mais tradicionais do mundo, o Derby Corinthians x Palmeiras completará 100 anos no próximo dia 6 de maio. Hoje, os dois rivais irão se encontrar pela primeira vez no ano do centenário, em jogo válido pela 5ª rodada do Paulistão, na Arena Corinthians.

O jogo, para efeitos de classificação, não tem grande importância. Porém, pelo atual momento das equipes, pelos últimos resultados e pela marca histórica dos 100 anos, o clássico ganha uma dimensão maior.

O Palmeiras, atual campeão brasileiro, não perde para o rival há dois anos. Nos últimos seis jogos, foram dois empates e quatro vitórias do alviverde. Nesse período, o time do Parque Antártica eliminou o Corinthians, nos pênaltis, do Paulistão de 2016, na casa do rival, e conseguiu duas vitórias, pelo Brasileirão, na nova casa corintiana.

Desde 1917, quando se enfrentaram pela primeira vez, Corinthians e Palmeiras já disputaram 351 vezes, com 125 vitórias do alviverde e 120 do alvinegro. A diferença de vitórias do Palmeiras hoje (cinco), já foi até maior (dez ao final da década de 90). Porém, nem sempre o Verdão ficou à frente do Timão no confronto direto. Em 1956, o Corinthians passou à frente (48 vitórias contra 47 do Palmeiras). Essa diferença chegou a ficar 54 x 48 para o Corinthians, em 1958, que manteve vantagem no clássico até 1969. Naquele ano, o Palmeiras voltou a ter mais vitórias do que o rival (66 x 65) e desde então vem mantendo a vantagem.

No século XXI, porém, o desempenho do Corinthians é melhor, apesar desse tabu do Palmeiras nos últimos dois anos. Em 2015, após a vitória corintiana por 1 x 0, no Allianz Parque, pelo Paulistão, a última do alvinegro no clássico, a diferença de vitórias ficou de apenas uma (121 a 120). Nos seis jogos seguintes, porém, o Palmeiras ganhou quatro e empatou duas. Assim, neste século, são 19 vitórias do Corinthians, 16 empates e 14 do Palmeiras.

Estatísticas do clássico Corinthians x Palmeiras, desde 1917:
351 jogos
125 vitórias do Palmeiras
106 empates
120 vitórias do Corinthians
509 gols do Palmeiras
468 gols do Corinthians

No Paulistão
204 jogos
74 vitórias do Corinthians
61 empates
69 vitórias do Palmeiras
277 gols do Corinthians
296 gols do Palmeiras

No Brasileirão
47 jogos
16 vitórias do Palmeiras
17 empates
14 vitórias do Corinthians
58 gols do Palmeiras
46 gols do Corinthians

Disputa de títulos: Palmeiras 6 x 3 Corinthians
1936 – Campeonato Paulista (jogo extra) (Palmeiras)
1951 – Torneio Rio-São Paulo (jogo extra) (Palmeiras)
1954 – Campeonato Paulista (Corinthians)
1974 – Campeonato Paulista (Palmeiras)
1993 – Torneio Rio-São Paulo (Palmeiras)
1993 – Campeonato Paulista (Palmeiras)
1994 – Campeonato Brasileiro (Palmeiras)
1995 – Campeonato Paulista (Corinthians)
1999 – Campeonato Paulista (Corinthians)

Mata-matas: Palmeiras 10 x 9 Corinthians
Além dos títulos acima, os clubes se enfrentam nos seguintes mata-matas:
1977 – Final do 2º turno do Paulistão (Corinthians)
1978 – Quartas de final do 1º turno do Paulistão (Corinthians)
1979 – Semifinal do Paulistão (Corinthians)
1983 – Semifinal do Paulistão (Corinthians)
1986 – Semifinal do Paulistão (Palmeiras)
1999 – Quartas de final da Libertadores (Palmeiras)
2000 – Semifinal da Libertadores (Palmeiras)
2003 – Semifinal do Paulistão (Corinthians)
2011 – Semifinal do Paulistão (Corinthians)
2015 – Semifinal do Paulistão (Palmeiras)

Maiores artilheiros (Corinthians)
Cláudio – 21 gols
Luizinho – 20 gols
Baltazar – 19 gols
Teleco – 16 gols
Marcelinho – 13 gols

Maiores artilheiros (Palmeiras)
Heitor – 16 gols
César Maluco – 14 gols
Romeu – 14 gols
Imparato – 11 gols
Evair – 9 gols

Por estádio:
Pacaembu

151 jogos
60 vitórias do Corinthians
44 empates
47 vitórias do Palmeiras

Morumbi
113 jogos
39 vitórias do Corinthians
36 empates
38 vitórias do Palmeiras

Parque Antártica
40 jogos
21 vitórias do Palmeiras
8 empates
11 vitórias do Corinthians

Parque São Jorge
15 jogos
5 vitórias do Corinthians
5 empates
5 vitórias do Palmeiras

Arena Corinthians
4 jogos
2 vitórias do Palmeiras
1 empate
1 vitória do Corinthians

Allianz Parque
3 jogos
1 vitória do Palmeiras
1 empate
1 vitória do Corinthians

Maiores goleadas
Palmeiras 8 x 0 Corinthians (5/11/1933) – Paulistão e Rio-SP
Palmeiras 6 x 0 Corinthians (25/4/1948) – Pacaembu
Palmeiras 5 x 1 Corinthians (7/5/1933) – Paulistão e Rio-SP
Corinthians 5 x 1 Palmeiras (27/8/1952) – Taça Cidade de São Paulo
Corinthians 5 x 1 Palmeiras (1/8/1982) – Paulistão
Palmeiras 5 x 1 Corinthians (3/8/1986) – Paulistão

Maiores invencibilidades
Palmeiras – 12 jogos (de 4/5/1930 a 5/8/1934)
Corinthians – 10 jogos (de 26/12/1948 a 24/3/1951)
Corinthians – 10 jogos (de 6/7/1952 a 21/7/1954)
Corinthians – 10 jogos (de 22/11/1970 a 4/11/1973)
Corinthians – 10 jogos (de 4/11/2011 a 31/5/2015)

Fonte: Almanaque do Timão (Celso Unzelte)